Quem cometer crime ambiental agora vai pagar caro no Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu que as multas por infrações ambientais são imprescritíveis, garantindo que infratores sejam responsabilizados independentemente do tempo decorrido.

A decisão foi tomada em julgamento no plenário virtual da Corte e contou com ampla adesão dos ministros, incluindo o relator Cristiano Zanin.

O que motivou a decisão?

O entendimento do STF veio após um recurso do Ministério Público Federal (MPF), que questionava a prescrição de multas ambientais após cinco anos.

O caso envolvia uma infração registrada em Balneário Barra do Sul, Santa Catarina, e reverteu uma decisão de primeira instância favorável à prescrição.

Com esse posicionamento, o Supremo reforça a necessidade de responsabilização contínua de quem causa danos ambientais, alinhando-se ao princípio de que a proteção da natureza é um direito fundamental.

Impacto da decisão na legislação ambiental

Ao estabelecer que as sanções ambientais não prescrevem, o STF cria um precedente jurídico com impacto direto em processos futuros.

A tese fixada pelo ministro Cristiano Zanin orientará decisões em tribunais de todo o país, tornando a imprescritibilidade uma norma consolidada no direito ambiental brasileiro.

A Advocacia-Geral da União (AGU) sustentou que permitir a prescrição das multas transferiria às futuras gerações o ônus de lidar com as consequências de danos irreparáveis ao meio ambiente. A decisão, portanto, reforça o compromisso com a sustentabilidade e com a preservação dos recursos naturais.

O que muda para a sociedade e o meio ambiente?

A medida tem efeitos diretos na fiscalização ambiental, desestimulando infrações e fortalecendo o compromisso com a recuperação de áreas degradadas.

A imprescritibilidade das multas incentiva empresas e indivíduos a adotarem práticas mais responsáveis, além de garantir que as penalidades impostas sejam cumpridas, independentemente do tempo transcorrido.

Para a sociedade, a decisão representa um avanço na proteção dos recursos naturais, assegurando um ambiente equilibrado para as próximas gerações. Para o meio ambiente, trata-se de um marco regulatório, que eleva o rigor das políticas ambientais e amplia o alcance das penalidades aplicadas aos infratores.

Com essa determinação, o STF reafirma a prioridade da defesa ambiental, garantindo que a reparação de danos continue sendo um dever inquestionável dos responsáveis, sem limitações de tempo.

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