Multinacional de roupas sueca está iniciando serviços no Brasil

O mercado de fast fashion no Brasil ganhará um novo competidor internacional ainda em 2025. A varejista de roupas sueca H&M confirmou a inauguração de três unidades no país, além do lançamento de um e-commerce próprio.

A marca chega para disputar espaço com gigantes do setor, como Zara, Renner e C&A, anos após a Forever 21 encerrar suas operações no território nacional.

Expansão no Brasil

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A previsão é que a H&M comece a operar no terceiro trimestre de 2025, um período estratégico para o varejo devido às vendas de fim de ano. As primeiras lojas confirmadas ficarão nos shoppings Iguatemi e Anália Franco, na capital paulista, e no Parque Dom Pedro Shopping, em Campinas (SP).

Para viabilizar a operação, a empresa também investiu em um centro de distribuição localizado em Extrema (MG), onde já está contratando profissionais.

Com essa expansão, a rede fortalece sua presença na América Latina, onde iniciou suas atividades em 2012, com a inauguração de uma loja no México. Atualmente, a H&M também está presente em Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guatemala, Panamá, Peru e Uruguai. A expansão para El Salvador e Paraguai também está prevista para os próximos anos.

Disputa acirrada no setor de fast fashion

A entrada da H&M no mercado brasileiro promete acirrar a disputa no setor de moda acessível, onde concorrentes como Zara, Shein, Renner e Riachuelo já possuem forte atuação.

A Forever 21, que chegou ao Brasil em 2014, encerrou suas atividades no país em 2022 e recentemente declarou falência nos Estados Unidos. Em contrapartida, a H&M segue em crescimento, com mais de 3,7 mil lojas distribuídas por 78 países, além de vendas on-line em 60 mercados.

Além da marca principal, o H&M Group também é responsável por outras grifes, como Cos, Weekday, Cheap Monday, Monki, & Other Stories, Arket, Singular Society e Sellpy.

Uso de inteligência artificial gera polêmica

A expansão da varejista ocorre em meio a uma controvérsia envolvendo o uso de inteligência artificial (IA). A empresa anunciou que irá criar modelos digitais para substituir parte dos profissionais em catálogos e campanhas publicitárias.

Segundo a H&M, a tecnologia está em fase de desenvolvimento e será aplicada com o consentimento dos modelos e agências envolvidas.

Apesar da justificativa, o anúncio gerou preocupação entre profissionais do setor, que veem riscos para o mercado de trabalho e questionam o impacto da IA na representação da diversidade.

Perspectivas para o futuro

A chegada da H&M ao Brasil representa uma movimentação estratégica no setor de varejo de moda, oferecendo mais opções aos consumidores. Com a entrada de novos concorrentes e o avanço da tecnologia, o mercado tende a passar por transformações significativas nos próximos anos.

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