Herdeiros são avisados e devem perder boa parte dos valores a receber

O cenário tributário brasileiro está em transformação, especialmente no que se refere ao Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD). 

A reforma tributária de 2023 introduziu um novo teto de 8% para o ITCMD, o que levou diversos estados a ajustarem suas alíquotas. Como resultado, muitos contribuintes estão se antecipando na organização de seus bens para minimizar os impactos financeiros das novas regras.

Essas mudanças sublinham a importância do planejamento sucessório, que se tornou uma estratégia essencial para aqueles com patrimônios consideráveis. 

Com a expectativa de mudanças nas alíquotas, é fundamental entender como essas alterações afetam a declaração de doações e heranças no Imposto de Renda (IR) para evitar complicações legais.

Como declarar doações e heranças no IR?

Para aqueles que optaram por antecipar a divisão de seus bens, é essencial compreender como essas transações devem ser registradas no IR. 

O doador deve informar o valor doado na seção de “Pagamentos Efetuados”, enquanto o beneficiário deve incluir o valor recebido em “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”. 

No caso de heranças, os bens devem ser declarados conforme o valor estabelecido na partilha, e a Receita Federal pode exigir comprovações do pagamento do ITCMD.

Por que antecipar a transferência de bens?

A antecipação na transferência de bens é uma resposta à expectativa de aumento nas alíquotas do ITCMD. 

O Projeto de Lei Complementar 108/2024, ainda em tramitação, busca padronizar as alíquotas em todo o país, o que pode resultar em uma carga tributária mais pesada para os contribuintes, especialmente em estados que ainda não aplicam o teto máximo.

Além disso, a proposta de tornar o ITCMD progressivo, com alíquotas que aumentam conforme o valor dos bens, exige que os contribuintes planejem suas sucessões com mais cuidado para evitar surpresas financeiras.

Planejamento sucessório

Com as mudanças no ITCMD, o planejamento sucessório se torna cada vez mais relevante. Essa prática não apenas ajuda a evitar conflitos familiares, mas também protege o patrimônio contra perdas financeiras.

Especialistas recomendam que famílias e empresários considerem cuidadosamente suas opções para garantir uma transição tranquila e eficiente de seus bens.

Além de proteger o patrimônio, o planejamento sucessório pode reduzir o estresse emocional e financeiro para os herdeiros. Apesar de sua importância, muitos ainda não adotam essa prática, o que pode levar a complicações futuras. 

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