Fila do INSS bate recorde desde 2020 e se aproxima de 2 milhões de pedidos
O final de 2024 trouxe um aumento significativo na fila de espera por benefícios do INSS, atingindo quase 2 milhões de requerimentos em novembro.
Este é o maior número registrado desde o início de 2020, conforme dados divulgados pelo Ministério da Previdência Social. Este crescimento na fila tem sido atribuído a uma combinação de fatores, incluindo greves de servidores e um aumento no número de requerimentos.
O atraso na divulgação dos relatórios mensais sobre requerimentos e concessões de benefícios tem gerado questionamentos. Tradicionalmente, esses relatórios são disponibilizados em até 45 dias após o mês de referência, mas até o início deste ano, o último documento disponível era de setembro de 2024.
Impactos da greve dos servidores
A greve dos servidores do INSS, ocorrida entre julho e setembro do ano passado, teve um impacto direto no aumento da fila de espera.
Durante esse período, houve um acréscimo de 445 mil requerimentos aguardando análise. Nos meses subsequentes, outubro e novembro, o número de pedidos aumentou em mais 186,2 mil. Este aumento na fila também resultou em um tempo médio maior para a concessão líquida de benefícios, que passou de 34 dias em julho para 39 dias em novembro.
Além da greve, o crescimento no número de requerimentos também é um fator significativo. Em 2024, o INSS registrou cerca de 1,4 milhão de novos pedidos mensalmente, superando a média de 2023. Em alguns meses, esse número ultrapassou 1,6 milhão, colocando pressão adicional sobre o sistema.
Resposta do governo sobre o aumento dos pedidos
O governo tem buscado estratégias para lidar com o aumento dos pedidos. Uma das medidas em consideração é a revisão das regras operacionais do INSS, visando limitar a apresentação de requerimentos em certas situações.
O objetivo é conter o aumento de pedidos, especialmente aqueles que envolvem múltiplos benefícios ou recursos simultâneos.
Em novembro do ano passado, dos quase 2 milhões de pedidos na fila, 1,6 milhão aguardavam perícia médica ou análise administrativa. Outros 365,5 mil estavam pendentes de documentos a serem apresentados pelos segurados.
Comparado a outubro, houve um aumento nos pedidos que dependem de análise do INSS, enquanto aqueles que aguardam informações dos segurados diminuíram.