Como continuar pagando o INSS após ser demitido?
É possível continuar pagando o INSS mesmo após eu ser demitido?
Todos nós sabemos da importância de contribuir com o INSS para garantir a aposentadoria, mas você sabia que essa contribuição vai além dessa segurança para o futuro?
São muitos os benefícios que o segurado pode ter, como auxílio-maternidade, auxílio-doença e pensão por morte para os dependentes, por exemplo. Além disso, vale lembrar que mesmo quem está desempregado ou não tem registro em carteira, pode continuar contribuindo.
Quer saber mais? Continue a leitura!
Contribuir com o INSS durante o desemprego pode parecer desnecessário para alguns, porém, essa atitude mantém o segurado com acesso a uma série de benefícios essenciais. Além disso, mesmos após serem demitidos, é possível aos trabalhadores a continuidade de suas contribuições como segurado facultativo. Isso garante a proteção por meio de benefícios previdenciários como auxílio-doença e auxílio-reclusão, impedindo o adiamento da aposentadoria.
Vantagens de continuar pagando o INSS
- Manter o tempo de contribuição para a Previdência Social. O tempo de contribuição é um dos requisitos para a concessão de benefícios previdenciários, como aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade.
- Garantir acesso a benefícios previdenciários. Se o trabalhador ficar doente ou precisar de auxílio financeiro, ele poderá ter direito a benefícios previdenciários, como auxílio-doença e seguro-desemprego.
- Acumular renda. O trabalhador pode investir os valores pagos ao INSS em um plano de previdência privada.
É importante ressaltar que a decisão de continuar pagando o INSS após ser demitido é uma decisão pessoal. O trabalhador deve avaliar sua situação financeira e seus objetivos antes de tomar uma decisão.
Como manter as contribuições do INSS estando desempregado?
Para manter as contribuições do INSS estando desempregado é preciso escolher qual categoria deseja.
Caso o trabalhador não tenha acesso ao número doPIS (Programa Integração Social) ou NIS (Número de Identificação Social), se inscrever no site ou aplicativo Meu INSS ou do número de telefone do INSS, 135, será necessário.
Quem já possui esses dados, não precisa fazer cadastro. Além disso, existe a opção de escolha pelo pagamento trimestral ou mensal.
Planos de pagamento para pagar o INSS como desempregado
O segurado facultativo pode pagar três planos de contribuição para o INSS:
- Plano normal: o segurado facultativo paga uma alíquota de 20% sobre o salário de contribuição. O salário de contribuição é um valor escolhido pelo próprio segurado facultativo entre um salário mínimo e o teto previdenciário.
- Plano simplificado: o segurado facultativo paga uma alíquota de 11% sobre o salário mínimo. Neste caso, o salário de contribuição necessariamente deve ser 1 salário mínimo.
O plano normal é o mais vantajoso para o segurado facultativo, pois permite que ele contribua com um valor mais alto, o que pode gerar benefícios previdenciários mais altos no futuro. No entanto, o plano simplificado pode ser uma opção mais acessível para o segurado facultativo que não tem condições de contribuir com um valor mais alto.
Também temos o mais barato, que é o facultativo baixa renda.
O plano de contribuição de baixa renda é uma modalidade exclusiva para pessoas que se dedicam exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito da sua residência (dono de casa) e que não tenham renda própria. O valor da contribuição é de 5% do salário mínimo, que em 2023 é de R$ 1.320,00.
O plano de contribuição de baixa renda é uma opção acessível para pessoas que não têm condições de contribuir com um valor mais alto. No entanto, é importante ressaltar que esse plano pode gerar benefícios previdenciários mais baixos no futuro.
Para optar pelo plano de contribuição de baixa renda, a pessoa deve se inscrever no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). O CadÚnico é um sistema que identifica famílias de baixa renda para que elas possam ter acesso a benefícios sociais do governo.
Após se inscrever no CadÚnico, a pessoa deve solicitar a contribuição de baixa renda no site ou aplicativo Meu INSS.
Plano | Alíquota | Salário de contribuição |
---|---|---|
Normal | 20% | Entre um salário mínimo e o teto previdenciário |
Simplificado | 11% | 1 salário mínimo |
Baixa renda | 5% | 1 salário mínimo |
Tabela de comparação entre o segurado facultativo e segurado empregado
Critério | Segurado Facultativo | Segurado Empregado |
---|---|---|
Vínculo empregatício | Não possui | Possui |
Valor de contribuição | Escolhido pelo contribuinte | Descontado em folha |
Benefícios | Aposentadoria, auxílio-doença, salário-maternidade, entre outros | Aposentadoria, auxílio-doença, FGTS, 13º salário, entre outros |
Passo a passo de como pagar
Para continuar pagando o INSS após ser demitido, o trabalhador deve seguir os seguintes passos:
- Emitir a Guia da Previdência Social (GPS). A GPS pode ser emitida pelo site da Receita Federal ou pelo aplicativo Meu INSS.
- Preencher a GPS. Na GPS, o trabalhador deve informar o código de atividade, o valor da contribuição e a data de vencimento.
- Pagar a GPS. A GPS pode ser paga em qualquer banco ou casa lotérica.
Dicas importantes para o segurado facultativo
Manter-se em dia com o INSS é crucial para garantir seus direitos previdenciários. Aqui estão algumas dicas:
- Estabeleça um dia no mês para o pagamento: Isso ajuda a evitar atrasos.
- Mantenha-se informado: A legislação previdenciária pode mudar, e é importante estar sempre atualizado.
- Considere aumentar sua contribuição: Se sua renda permitir, contribua com um valor maior para garantir uma aposentadoria mais confortável.
Qual o valor para o desempregado pagar de INSS?
O valor que o desempregado irá pagar de INSS é definido pela alíquota de contribuição escolhida por ele e o salário base para cálculo.
Este varia entre um salário mínimo e o teto de pagamentos do INSS. Em 2023, por exemplo, o salário mínimo nacional é de R$ 1.320,00, já o teto do INSS é de R$ 7.507,49.
Assim, alguém que contribui com a alíquota de 11% com base no salário mínimo, pagará o valor de R$ 145,20 de contribuição para o INSS.
Quem são os segurados facultativos?
O segurado facultativo é aquele que não possui vínculo empregatício, mas que contribui ao INSS para ter acesso aos serviços do órgão. Isso inclui pessoas como donas de casa, estudantes e os desempregados.
Perguntas Frequentes
O que é contribuição ao INSS?
Contribuições ao INSS são pagamentos realizados por trabalhadores, empregadores e contribuintes individuais para o custeio da Previdência Social. A Previdência Social é um sistema de seguridade social que garante benefícios aos trabalhadores, como aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade.
Quais são os tipos de contribuição ao INSS?
Existem três tipos de contribuição ao INSS:
- Obrigatória: é a contribuição paga por trabalhadores que exercem atividade remunerada, como empregados, trabalhadores avulsos e contribuintes individuais. O valor da contribuição é calculado com base na remuneração do trabalhador.
- Facultativa: é a contribuição paga por pessoas que não exercem atividade remunerada, mas que desejam contribuir para a Previdência Social. O valor da contribuição é de 20% do salário mínimo, mas pode ser reduzido para 11% ou 5%, dependendo do plano escolhido pelo contribuinte.
- De baixa renda: é a contribuição paga por pessoas que se dedicam exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito da sua residência (dono de casa) e que não tenham renda própria. O valor da contribuição é de 5% do salário mínimo.
Quem é obrigado a contribuir para o INSS?
Trabalhadores que exercem atividade remunerada são obrigados a contribuir para o INSS. Isso inclui empregados, trabalhadores avulsos e contribuintes individuais.
Como contribuir para o INSS?
A contribuição para o INSS pode ser feita em qualquer banco ou casa lotérica. Para contribuir, o contribuinte deve apresentar a Guia da Previdência Social (GPS). A GPS pode ser emitida pelo site da Receita Federal ou pelo aplicativo Meu INSS.
Quais são os benefícios da contribuição ao INSS?
Os benefícios da contribuição ao INSS incluem:
- Aposentadoria: é o benefício que garante renda ao trabalhador após a idade de aposentadoria.
- Auxílio-doença: é o benefício que garante renda ao trabalhador que fica incapacitado para o trabalho por mais de 15 dias.
- Salário-maternidade: é o benefício que garante renda à mulher durante o período de afastamento do trabalho por motivo de parto, adoção ou guarda judicial para fins de adoção.
- Pensão por morte: é o benefício que garante renda aos dependentes do trabalhador falecido.