Após o ovo ficar barato nos supermercados, outro alimento deve subir de preço
A última semana do mês trouxe um alívio para o consumidor: o preço do ovo caiu, contrariando a tendência de alta observada nos últimos meses. No dia 16 de fevereiro, a caixa com 30 dúzias de ovos brancos grandes chegou a custar R$ 249.
Menos de 40 dias depois, o valor recuou para R$ 212, refletindo diretamente nos supermercados, onde a dúzia já pode ser encontrada por menos de R$ 10.
Enquanto no Brasil o mercado sinaliza essa redução, nos Estados Unidos, a situação é diferente. O país enfrenta escassez de ovos, e o governo investiu US$ 100 milhões no desenvolvimento de uma vacina contra a gripe aviária, que já dizimou 30 milhões de galinhas apenas neste ano.
Leite e café registram aumento de preços

Se o ovo está mais barato, outros produtos essenciais estão pesando no orçamento do consumidor. O leite longa vida e a muçarela registram aumento devido à maior demanda da indústria, o que elevou o valor pago ao produtor rural e, consequentemente, o preço final nas prateleiras.
Já o café sofre impactos das condições climáticas. A incerteza sobre a próxima safra, marcada para o meio do ano, tem pressionado os preços no mercado internacional. Chuvas irregulares e temperaturas elevadas podem comprometer a qualidade dos grãos, o que já se reflete nos valores praticados no Brasil.
Carne bovina tem reajuste, mas consumidor sente pouco impacto
O mercado do boi gordo voltou a subir após um período de queda. Em Minas Gerais, os preços registraram aumento de 5% no início da semana. No Triângulo Mineiro, o valor da arroba do boi destinado à exportação para a China passou de R$ 295 para R$ 310. Já o boi comum segue cotado abaixo dos R$ 200.
Apesar dessas oscilações no atacado, os repasses ao consumidor final seguem lentos, mantendo a variação nos preços da carne discreta nos supermercados.