Anatel deve liberar a nova internet, criada por Elon Musk, para milhões de brasileiros
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) se prepara para deliberar, nesta quinta-feira (6), sobre um pedido da Starlink, que pode redefinir o acesso à internet no país. A empresa de Elon Musk quer ampliar significativamente sua rede de satélites, o que pode impulsionar a conexão em regiões remotas e gerar debate sobre segurança digital.
Expansão da Starlink no Brasil
Atualmente, a Starlink opera cerca de 4,4 mil satélites, fornecendo internet de alta velocidade para aproximadamente 335 mil usuários no Brasil. A empresa detém 60% do mercado de conexão via satélite, consolidando sua liderança no setor.
Em dezembro de 2023, a companhia solicitou autorização da Anatel para ampliar sua frota em 7,5 mil novos satélites de segunda geração, operando em frequências como banda E, além das já utilizadas banda Ka e banda Ku.
O pedido gerou uma análise detalhada por parte da agência reguladora, devido à complexidade da proposta e suas possíveis implicações.
Desafios regulatórios e concorrência
O conselheiro Alexandre Freire, relator do caso, destacou preocupações com a soberania digital e os riscos cibernéticos envolvidos. A principal questão é se os dados trafegarão diretamente pelos satélites sem passar por redes terrestres no Brasil, o que poderia dificultar a fiscalização da Anatel e comprometer a segurança das informações.
Além disso, a proposta enfrenta resistência de empresas concorrentes, como Claro, Hughes, SES, Intelsat, Eutelsat e Hispasat, representadas pelo Sindisat.
Essas companhias argumentam que os novos satélites da Starlink utilizam uma tecnologia diferente da atual, exigindo uma nova licença em vez de apenas uma atualização da autorização existente.
Impactos da decisão da Anatel
A deliberação da Anatel poderá influenciar diretamente a expansão da internet de alta velocidade no Brasil. Caso aprovada, a ampliação da Starlink poderá beneficiar milhões de brasileiros em localidades sem infraestrutura adequada.
No entanto, a discussão também levanta questionamentos sobre regulamentação, segurança de dados e a autonomia tecnológica do país.
O veredito desta quinta-feira será decisivo para o futuro da conectividade e o desenvolvimento da infraestrutura digital no Brasil.