Dólar despenca no Brasil após ordem de Trump; é a hora de comprar?

O cenário econômico global tem sido marcado por incertezas, especialmente após o anúncio das tarifas recíprocas, as chamadas “tarifaço”, pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Em meio a esse cenário, o dólar apresentou uma queda significativa na última quinta (3), O índice DXY, que avalia o desempenho do dólar frente a outras moedas importantes, registrou uma baixa expressiva, alcançando seu menor nível desde setembro.

As bolsas de valores ao redor do mundo também sentiram o impacto das tarifas. Em contrapartida, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, manteve-se estável, sugerindo que o Brasil pode encontrar oportunidades em meio às tensões comerciais globais.

Como as tarifas afetam a economia mundial?

As tarifas impostas pelos Estados Unidos afetam diretamente o comércio internacional, especialmente em regiões como Ásia, Oriente Médio e Europa. 

Com taxas que podem ultrapassar 40% em alguns casos, o impacto sobre o preço dos produtos importados é significativo. Isso não apenas encarece os bens, mas também afeta a cadeia de produção, elevando os custos dos insumos e pressionando a inflação.

Especialistas alertam que esse cenário pode levar a uma desaceleração econômica nos Estados Unidos, com potencial para desencadear uma recessão. A incerteza econômica faz com que investidores se afastem de ativos de risco, o que resulta em quedas nas bolsas de valores ao redor do mundo.

É hora de comprar dólar?

Com a queda do dólar para de R$ 5,60, surge a questão sobre a oportunidade de compra da moeda. Veja as oscilações da cotação de ontem (3): 

Dólar comercial, às 13h05

Compra: R$ 5,603

Venda: R$ 5,605

Dólar turismo, às 13h05

Compra: R$ 5,645

Venda: R$ 5,825

via: UOL Economia

Para investidores que ainda não diversificaram seus portfólios, este pode ser um bom momento para adquirir dólares. No entanto, é fundamental agir com cautela e evitar compras impulsivas.

Esperar o momento oportuno pode resultar em economias significativas, especialmente em tempos de volatilidade.

Reações internacionais às tarifas de Trump

As reações internacionais às tarifas foram diversas. Na Europa, líderes como Ursula von der Leyen e Olaf Scholz criticaram as medidas, classificando-as como prejudiciais à economia global. 

No Reino Unido, o primeiro-ministro Keir Starmer destacou o impacto econômico das tarifas, enquanto no Japão, o ministro do Comércio Yoji Muto pediu aos Estados Unidos que reconsiderem suas ações. 

A China também se manifestou, exigindo o cancelamento das tarifas e prometendo contramedidas para proteger seus interesses.

Oportunidades para o Brasil em meio às tarifas

Embora as tarifas representem um desafio para o comércio global, o Brasil pode encontrar oportunidades nesse cenário. 

As tarifas mais baixas para produtos brasileiros podem abrir novas portas para exportadores, permitindo que o país fortaleça suas relações comerciais com novos parceiros. 

Além disso, o Senado brasileiro aprovou um projeto que autoriza o governo a retaliar países que imponham barreiras comerciais, o que pode ser uma ferramenta estratégica importante.

O Ibovespa, apesar das turbulências globais, mostrou resiliência, sugerindo que o mercado brasileiro pode se beneficiar das mudanças no cenário internacional. 

Com uma abordagem estratégica, o Brasil pode não apenas mitigar os impactos negativos das tarifas, mas também capitalizar sobre as novas oportunidades que surgem.

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